segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Os 4 C'S Critérios para Avaliação de Diamantes




  • A classificação dos diamantes é baseada em quatro características, designadas por 4 C’s e essas características vão determinar o valor de um diamante. Em inglês essas variáveis chamam-se: Carat, Color, Clarity e Cut, formando assim os 4 C’s do Diamante.
São esses ítens que tornam um diamante mais valioso que outro.
Carat – Quilate (peso do diamant
Color – Cor (cor do diamante)
                                                    Clarity – Pureza (pureza do diamante)
                                                        Cut – Talhe (lapidação do diamante)

QUILATE 
A unidade de medida internacional para pesar gemas é o Quilate (ct) que equivale a 0,2 gramas. O preço de um diamante de 2ct é muito maior do que o de dois diamantes de 1ct, pois um diamante de 2ct é muito mais raro. Nessa variável, quanto mais pesado melhor.
A massa é expressa em quilates (unidade de medida de peso que equivale a 0,2 gramas).
Fala-se em massa e não em peso porque o peso resulta do efeito da gravidade sobre a massa, e devido ao facto da gravidade variar (pouco mas varia) entre os diferentes pontos do globo, foi escolhida a massa (sempre constante) para representar a unidade de escolha nas transacções de diamantes.
O preço dos diamantes aumenta exponencialmente em função da massa, ou seja, o preço por quilate é mais alto quanto maior for o tamanho da pedra.
Este é o único critério de classificação não avaliado pelo homem mas sim por uma balança muito sensível e que tem que ser calibrada consoante o local do globo onde se encontra.
COR
A classificação de cor leva em consideração o tom de cada diamante comparado ao tom de gemas matrizes que são guias de referência criadas pelo GIA. Nessa variável, quanto “mais incolor” melhor.
A ausência de cor no diamante é directamente proporcional ao aumento do seu valor.
Existem dois extremos, ambos considerados como “uma boa cor” pelos especialistas: as pedras verdadeiramente incolores e as verdadeiramente coloridas (mesmo assim diamantes). As primeiras são classificadas por uma escala internacional que varia entre a letra D (incolor) até a letra Z (a menos incolor). Para além deste intervalo passa-se para o domínio dos diamantes de cor. A estes diamantes de cor definida os Anglo- Saxónicos chamam-lhes fancies. São descritos por cor, com algumas matizes, menos subdivisões, são mais recentes e o seu valor aumenta com a intensidade da sua cor.
PUREZA
A classificação de pureza mensura a quantidade, o tamanho e as cores de inclusões internas e de características da superfície. Convencionou-se que essas características incluídas e superficiais, tem que ser vistas em uma lupa de 10x de aumento. Nesta variável, quanto menos melhor.
De um modo geral quanto mais puro for um diamante, mais elevado é o seu preço. A presença ou ausência de inclusões, fracturas ou defeitos ópticos de qualquer tipo não é tudo para determinar a sua qualidade quanto à pureza. A sua natureza, as suas dimensões, a sua posição na pedra, e sua cor ou contraste afectarão a aparência da pedra, logo a sua classificação.
À semelhança do que acontece para a cor, existe uma escala internacional que de acordo com o impacto das características detectadas na pedra a classifica quanto à sua pureza. A avaliação do grau de pureza de uma pedra (sempre sujeita a um elevado numero de parâmetros),é provavelmente, a operação de classificação do diamante mais difícil de automatizar e onde a experiência do classificador se torna fundamental.
Escala internacional de pureza do diamante
FL, IF – Internally Flawless -Internamente puro (e externamente, também) É a classificação mais alta dada a uma pedra.
VVS1-2 – Very Very Slightly Included (Inclusões muito, muito leves)
VSI1 – Very Slightly Included (Inclusões muito leves)
SI1-2 – Slightly Included (Inclusões leves)
I1 – Uma inclusão I1 pode ser vista a olho nu, mas ainda é agradável aos olhos. A inclusão não é grande o suficiente para tirar o brilho da pedra.
I2 – Uma inclusão I2 pode abranger uma porção substancial da pedra podendo ser facilmente vista a olho nu.
I3 – Uma inclusão I3 está muito próxima de ser considerada uma pedra de “rejeição” isso significa que uma porção tão grande da pedra tem defeito que ela perde todo seu brilho.
Qualquer pedra abaixo de I3 seria considerada para uso industrial do diamante.
LAPIDAÇÃO
O diamante tem que brilhar (e apesar de serem iguais nas restantes classificações podem não brilhar da mesma maneira) logo, a maneira como foi lapidado, a sua simetria, polimento e proporções, tudo aquilo que potencia o seu brilho e contribui para a sua beleza influencia o seu preço. É a lapidação que desvenda as qualidades ópticas da pedra e valoriza as suas tão apreciadas propriedades. No caso do diamante, o alcance do brilho é dificultado pela extrema dureza da gema, que só pode ser lapidada com o seu próprio pó. Além disso, a sua escassez associada à perda de boa parte do seu volume aquando da lapidação, explicam em parte, a demora e o complexo processo da sua evolução desde o seu estado natural até ao objecto de arte trabalhado tão desejado.
Contrariamente à determinação da massa, as classificações de cor, pureza e lapidação são muitas vezes difíceis de estabelecer. Podem levar a discussões acesas no seio de um mesmo laboratório, e também de um laboratório para outro. São matéria de opinião muitas vezes não consensual, e para as melhores pedras, é requerido o parecer de vários especialistas experientes, optando-se por vezes por uma solução de compromisso.

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